
A indústria de videogames e jogos no Brasil vêm movimentando um mercado muito maior que o do cinema e da música. Dentre os vários fatores que impulsionam esse boom dos games estão o aumento da renda média familiar e consequentemente do poder de aquisição dos compradores, a presença de indústrias como a Sony, Microsoft e Nintendo no território nacional que reduzem os custos de importação e a grande oferta de games novos e usados verificada através do grande aumento de anúncios em sites de classificados em grandes cidades como São Paulo.
Sabe-se que 2009 não foi um bom ano para o segmento em virtude da crise econômica global que afetou muito modestamente a economia brasileira, mas em 2012 o faturado cresceu 43%. Um valor correspondente a quase 68 milhões de dólares de acordo com a empresa de consultoria PriceWaterHouse. São quantias expressivas que explicam o porque que o Brasil está se tornando um polo de tecnologia. Visto que a demanda é muita mas os preços de videogames são altos, também se verifica um aumento na compra e venda online de jogos videogame usados.
Além da entrada dessas empresas no Brasil, os consumidores estão interagindo e absorvendo rapidamente as mudanças tecnológicas. Os videojogos eram brinquedos infantis porém hoje existem jogos proibidos para menores. Ou seja, a estratégia da indústria dos games foi trabalhar com uma faixa etária maior. Em 2012, os produtos mais vendidos foram os consoles. A nova geração de Playstation e Xbox são a onda do momento, e o melhor é que ainda tem muito mercado já que estes dados consideram somente a região sudeste brasileira.
Os jogos online representam ainda um percentual muito baixo desse mercado e falta mão de obra qualificada. No primeiro trimestre de 2012 esse mercado aumentou cerca de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tem espaço para desenvolvedores, publicadores e representantes.
- Ana Ferreri

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