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23 de ago. de 2013

Seção Nostalgia: Goldeneye 007

Opa galera da Level Gamed beleza? Hoje vamos falar de mais um jogo do Nintendo 64, depois de ter mencionado Super Mario 64. O jogo revolucionou os multiplayers e os FPS; Qual? Ora, Goldeneye, qual mais?! Lembro-me a primeira vez na qual joguei esse jogo. Não lembro, é verdade, como acabei por conhecê-lo. Acredito que tenha sido por meio dos filmes e um pedido a minha mãe para procurar algum jogo do James Bond na hoje finada Blockbuster. Afinal de contas, na minha cabeça ele era o exemplo de homem: se dava bem com as mulheres, tinha um emprego maravilhoso, carros luxuosos e salvava o mundo jogando campeonatos de poker – mas não aquele poker gratis que você joga na internet, o de verdade mesmo. 

Ela acabou encontrando, mas ele sempre estava alugado. 

Depois de algumas semanas, aquele garoto de 7 anos, que hoje tem 21, finalmente colocou as mãos no game. Lembro-me inclusive o que jantei naquele dia, enquanto jogava: pastel de queijo com soda limonada. Como à época não existiam memory card ou HD interno, o jogo dispunha de alguns saves – na medida que você passava as fases a memória do próprio cartucho do Nintendo 64 salvava sua evolução. De uma forma estranha, o jogo estava travado (não travado de não funcionar, mas no sentido de empacado, mesmo) na fase Bunker, que era teoricamente fácil no nível Agent; bastava copiar a Goldeneye Key e tirar foto do telão. Acabou por se tornar minha fase preferida até hoje – a qual lembro todos os detalhes de cabeça, mesmo sabendo que o jogo foi lançado há 16 anos. 

Até que chegou o dia de devolver a fita à Blockbuster. Na mesma semana minha mãe procurou que nem louca alguma cópia para comprar. Não achou. A saída encontrada por ela foi dizer que perdeu a fita e pagar o valor correspondente na loja – convenhamos, uma saída inteligente, sagaz no mínimo. Tenho que
agradecer ela. Feita essa introdução emocional acerca do que o jogo significa para mim, digo: ela só foi feita para mostrar o poder que Goldeneye 007 teve na vida de muitas pessoas – a ponto de eu lembrar o que jantei quando o joguei pela primeira vez. 

O que fazia esse jogo diferente? Bom, a priori, porque era o primeiro first person shooter com gráficos em 3d e limpos. Um shooter em primeira pessoa não era novidade alguma, Doom há tempos estava no mercado. A grande diferença era como tudo era anti-poligonal, contínuo. Ao mesmo tempo, Goldeneye introduziu a necessidade de realizar missões dentro das fases para avançar – e não simplesmente matar todo mundo e abrir portas, como os jogos até então. Por fim, a grande vanguardisse (se é que existe esse termo) do game foi o multiplayer, embrião dos Counter Strike e Call of Duty que você vê hoje. 4 amigos reunidos numa TV (proibido olhar na tela do amigo hein!) cujo único objetivo era matar uns aos outros. Clássico e destruidor de amizades (não tanto quanto Mario Party, mas isso fica para uma próxima).
Goldeneye é um clássico e os video-games de hoje devem muito a ele. Quer lembrar um pouco mais? 

Confira esse vídeo do YouTube. 


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