
Ela acabou encontrando, mas ele sempre estava alugado.
Depois de algumas semanas, aquele garoto de 7 anos, que hoje tem 21, finalmente colocou as mãos no game. Lembro-me inclusive o que jantei naquele dia, enquanto jogava: pastel de queijo com soda limonada. Como à época não existiam memory card ou HD interno, o jogo dispunha de alguns saves – na medida que você passava as fases a memória do próprio cartucho do Nintendo 64 salvava sua evolução. De uma forma estranha, o jogo estava travado (não travado de não funcionar, mas no sentido de empacado, mesmo) na fase Bunker, que era teoricamente fácil no nível Agent; bastava copiar a Goldeneye Key e tirar foto do telão. Acabou por se tornar minha fase preferida até hoje – a qual lembro todos os detalhes de cabeça, mesmo sabendo que o jogo foi lançado há 16 anos.
Até que chegou o dia de devolver a fita à Blockbuster. Na mesma semana minha mãe procurou que nem louca alguma cópia para comprar. Não achou. A saída encontrada por ela foi dizer que perdeu a fita e pagar o valor correspondente na loja – convenhamos, uma saída inteligente, sagaz no mínimo. Tenho que
agradecer ela. Feita essa introdução emocional acerca do que o jogo significa para mim, digo: ela só foi feita para mostrar o poder que Goldeneye 007 teve na vida de muitas pessoas – a ponto de eu lembrar o que jantei quando o joguei pela primeira vez.
O que fazia esse jogo diferente? Bom, a priori, porque era o primeiro first person shooter com gráficos em 3d e limpos. Um shooter em primeira pessoa não era novidade alguma, Doom há tempos estava no mercado. A grande diferença era como tudo era anti-poligonal, contínuo. Ao mesmo tempo, Goldeneye introduziu a necessidade de realizar missões dentro das fases para avançar – e não simplesmente matar todo mundo e abrir portas, como os jogos até então. Por fim, a grande vanguardisse (se é que existe esse termo) do game foi o multiplayer, embrião dos Counter Strike e Call of Duty que você vê hoje. 4 amigos reunidos numa TV (proibido olhar na tela do amigo hein!) cujo único objetivo era matar uns aos outros. Clássico e destruidor de amizades (não tanto quanto Mario Party, mas isso fica para uma próxima).
Goldeneye é um clássico e os video-games de hoje devem muito a ele. Quer lembrar um pouco mais?
Confira esse vídeo do YouTube.

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